Crise de ansiedade ou de pânico: como reconhecer e quando buscar ajuda
Coração acelerado, falta de ar e medo intenso podem assustar. Entenda o que pode acontecer em uma crise, por que é importante avaliar os sintomas e quando buscar ajuda.
O coração dispara, a respiração muda e fica difícil pensar com clareza. Às vezes, vem a sensação de que algo muito ruim está prestes a acontecer. Depois que passa, surge a dúvida: “Foi uma crise de ansiedade ou de pânico?”
Uma crise pode ser assustadora, principalmente quando acontece pela primeira vez. Os sintomas físicos são reais, mesmo quando estão relacionados à ansiedade. Entender o que aconteceu é um primeiro passo para encontrar o cuidado adequado.
A ansiedade pode se intensificar diante de preocupações, conflitos ou situações percebidas como difíceis. Nesses momentos, a pessoa pode sentir agitação, tensão muscular, aperto no peito, falta de ar ou dificuldade de concentração. Nem sempre a crise começa de repente: às vezes, o desconforto cresce ao longo do dia.
Já um ataque de pânico costuma surgir de forma abrupta, como uma onda intensa de medo ou desconforto. Pode vir acompanhado de palpitações, tremores, tontura, suor, sensação de falta de ar ou medo de perder o controle. A intensidade desses sintomas faz com que muitas pessoas pensem que estão diante de uma emergência médica.
É importante saber que ter um ataque de pânico não significa, por si só, ter transtorno do pânico. A frequência das crises, o medo de que aconteçam novamente e as mudanças na rotina precisam ser considerados em uma avaliação profissional. Também não é possível determinar a causa dos sintomas apenas pela leitura de um artigo.
Se você estiver passando por uma crise, tente ir para um lugar onde se sinta seguro e perceber o apoio dos pés no chão. Observe o ambiente ao seu redor e procure respirar em um ritmo confortável, sem se cobrar para fazer a sensação desaparecer imediatamente. Se houver alguém de confiança por perto, você pode dizer como gostaria de ser acompanhado naquele momento.
Vale buscar ajuda quando as crises se repetem, quando o medo de uma nova crise começa a acompanhar você ou quando passa a evitar lugares e atividades por causa disso. A ansiedade também merece atenção quando interfere no sono, nos estudos, no trabalho ou nas relações. Você não precisa esperar chegar ao limite para procurar apoio.
Dor no peito, falta de ar e outros sintomas semelhantes aos de uma crise de pânico também podem ter causas físicas. Se os sintomas forem novos, intensos ou preocupantes, procure avaliação médica. Em caso de emergência, acione o SAMU pelo 192.
Na psicoterapia, é possível compreender o que acontece antes, durante e depois das crises e construir maneiras de lidar com elas. Sou Ellen Prado, psicóloga, e realizo atendimentos online. Se a ansiedade está limitando sua rotina, entre em contato para conversarmos sobre como funciona o acompanhamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e educativo. Ele não substitui uma consulta, avaliação, diagnóstico ou acompanhamento individual com profissional qualificado. Para orientações específicas sobre o seu caso, entre em contato com o profissional responsável pelo artigo.
Sobre o autor
ELLEN PRADO MACHADO
Atendo crianças e adolescentes que enfrentam ansiedade, dificuldades de regulação emocional, frustrações, mudanças, conflitos familiares, desafios escolares ou nas relações sociais. Também acompanho mulheres em questões relacionadas à ansiedade, sobrecarga emocional, autoestima e relacionamentos, além de mães atípicas que buscam um espaço de acolhimento para cuidar de si, elaborar os desafios da maternidade e construir uma rotina mais possível. Quando necessário, ofereço orientação parental às famílias.
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